DNA de atleta e desempenho esportivo: tem relação?
O fator genético influencia na performance?
Cientistas de todo o mundo passaram a estudar como os fatores genéticos e a interação entre eles podem otimizar a performance, procurando as características corporais “perfeitas” para o desempenho aeróbio.
Dando um contexto, precisamos explicar o que são polimorfismos. Os polimorfismos são variações genéticas que se originam a partir de mutações. Alguns indivíduos possuem polimorfismos que, aparentemente, podem beneficiar o desempenho aeróbio. O principal e mais estudado deles é o do gene conhecido como ACTN3.
Os indivíduos que possuem essa variação genética, aparentemente, possuem uma maior eficiência no uso de moléculas que foram oxidadas (quebradas), preservando a fonte de energia muscular durante as atividades de re- sistência. Assim, conseguem sustentar intensidades mais altas por mais tempo. Portanto, a genética é um fator im- portante e que influencia no desempenho aeróbio.
Porém, esses genes podem ser facilmente “silenciados” caso o indivíduo não o estimule e treine para gerar adaptações necessárias no desempenho. Isto é, de nada adianta um indivíduo possuir uma genética favorável se ele não treina de maneira organizada, com planejamento e monitoramento, para que a manifestação desse polimorfismo seja expressada em forma de desempenho esportivo. Mais importante do que a genética favorável, é o esforço nos treinamentos.
Genética E Corrida
A genética pode ser determinante em aspectos morfológicos importantes nos corredores, como o biotipo do in- divíduo. Indivíduos ectomorfos (biotipo magro e de metabolismo acelerado) e longilíneos (magros, altos e membros longos) são perfis encontrados em atletas de endurance, principalmente os africanos. Há, inclusive, estudos que correlacionam o tamanho e peso dos membros inferiores com o desempenho na corrida.
Influências negativas:
Fatores que a genética pode influenciar negativamente são aqueles que envolvem outros tipos de polimorfismos. Por exemplo, indivíduos que possuem características que favorecem o desempenho de velocidade não estarão tão suscetíveis a desempenhos ótimos em atividades de endurance.
Esse polimorfismo pode ser silenciado ao longo da vida de acordo com o treinamento e as condições ambientais do indivíduo, mas exigem muito tempo e esforço. Patologias e histórico familiar podem prejudicar o desenvolvimento também. Além disso, características ambientais, como o biotipo de determinada população, alimentação, e etc. Podem ser fatores determinantes.
Influências positivas:
Atletas africanos, mais especificamente do leste do continente, de países como Quênia, Etiópia, Uganda e Eritreia são exemplos de corredores que possuem influências positivas da genética em seu desempenho esportivo. Eles reúnem boa parte dos atributos que citamos anteriormente. E mais: há um fator cultural muito importante para o desempenho. Esses indivíduos já nascem em um ambiente que vive a corrida como cultura e forma de prosperar na vida, o que contribui para o desenvolvimento desde cedo e a obtenção de adaptações positivas ao treinamento.
Como driblar as limitações genéticas?
A melhor forma de driblar algumas limitações que a genética pode impor aos atletas é: treinando.
A genética contribui com um percentual para um bom desempenho aeróbio. Mas, o restante (e, talvez, bem maior do que a contribuição genética) está na orientação e no treinamento. Portanto, treine com uma boa orientação, tenha dedicação e disciplina, assim você pode driblar fatores genéticos limitantes e potencializar fatores genéticos favoráveis para um ótimo desempenho na corrida e atingir seu máximo.
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