Em 30 de agosto de 2026, a Austrália recebe a prova que entrou por último no grupo mais desejado da corrida de rua. Entenda o que mudou e por que ela virou meta de tanta gente.

Maratona de Sydney 2026: tudo sobre a mais nova major do circuito mundial
- #Corrida
Centauro
Publicado em: 24/08/2026
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Durante quase vinte anos, o clube das maratonas mais prestigiadas do mundo teve seis integrantes fixos. Tóquio, Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York formavam um roteiro fechado, e quem completava as seis ganhava uma medalha que virou símbolo dentro do esporte. Em novembro de 2024 esse desenho mudou: Sydney foi anunciada como a sétima prova do circuito, e a edição de 2025 foi a primeira disputada já com o novo status.
O efeito na inscrição foi imediato. A prova que em 2022 tinha pouco mais de 5 mil inscritos recebeu cerca de 79 mil pedidos para 2025 e terminou com quase 33 mil concluintes, de 117 países. Sydney deixou de ser uma maratona regional respeitada e virou destino internacional de uma hora para outra.
O que é a Maratona de Sydney
A Maratona de Sydney é a principal prova de rua da Austrália, disputada na distância oficial de 42,195 km. Ela nasceu como herança dos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, aproveitando parte do percurso e da estrutura deixados pela competição, e por muitos anos aconteceu no início de setembro.
Com a entrada no circuito das majors, a organização passou a prova para o fim de agosto. É por isso que a edição de 2026 cai em 30 de agosto, um domingo, e não em setembro como era tradicional.
Além da maratona, o fim de semana oferece uma prova de 10 km com percurso certificado e um evento de 5 km, a Mini Marathon, disputada no sábado. Isso faz do calendário local uma porta de entrada acessível para quem ainda não está pronto para os 42 km.
Quando é a Maratona de Sydney 2026
A Maratona de Sydney 2026 acontece no domingo, 30 de agosto de 2026, na cidade de Sydney, na Austrália. A prova de 5 km é disputada no dia anterior, sábado, 29 de agosto.
Vale lembrar do fuso horário na hora de acompanhar de longe. Sydney está muitas horas à frente do Brasil, o que significa que a largada australiana acontece na madrugada ou no começo da noite do dia anterior no horário brasileiro, dependendo do período do ano. Quem pretende assistir à transmissão precisa conferir o horário convertido com atenção.
Como Sydney entrou para as majors
O circuito Abbott World Marathon Majors foi criado em 2006 reunindo as provas de maior tradição e organização do mundo. A entrada de uma prova nova é rara e depende de um processo de avaliação longo, que olha estrutura, segurança, qualidade do percurso, capacidade de receber elite internacional e experiência do corredor amador.
Sydney passou por esse processo como prova candidata e teve a confirmação anunciada em novembro de 2024, tornando-se a sétima integrante do grupo. Foi a primeira ampliação do circuito desde a formação original.
O movimento tem uma consequência prática que interessa a quem corre: o roteiro das majors deixou de ser concentrado no hemisfério norte. Até então, todas as seis provas aconteciam na Europa, na América do Norte ou na Ásia. Sydney trouxe o hemisfério sul para dentro do circuito, e com ele um calendário de agosto que se encaixa em um período em que o corredor brasileiro costuma estar em plena temporada.
Como é o percurso da Maratona de Sydney
O trajeto é um dos pontos mais comentados da prova, por dois motivos opostos.
O primeiro é a paisagem. A largada acontece em North Sydney, o percurso atravessa a Sydney Harbour Bridge nos primeiros quilômetros, passa pelo centro da cidade e pela orla da baía, e a chegada é em frente à Sydney Opera House. É um cartão-postal atrás do outro, e a imagem do pelotão cruzando a ponte com a Opera House ao fundo virou marca registrada do evento.
O segundo é a altimetria. Sydney é a mais acidentada das sete majors. O acumulado de subida fica em torno de 300 metros, muito acima de percursos planos como o de Berlim, e o trecho da Oxford Street é o mais citado por quem corre: uma subida longa em ponto do percurso em que as pernas já cobram a conta. Quem for encarar a prova precisa incluir treino de subida no ciclo, e não apenas volume em terreno plano.
A temperatura costuma ajudar. O fim de agosto é fim de inverno na Austrália, com manhãs frescas e vento que em geral favorece o pelotão, uma combinação melhor do que a de várias provas do hemisfério norte disputadas no calor.
O que aconteceu na edição de 2025
A primeira edição já como major entregou dois recordes de percurso no mesmo dia.
No feminino, a holandesa Sifan Hassan venceu com 2h18min22s, mais de três minutos abaixo do recorde anterior da prova. A queniana Brigid Kosgei, ex-recordista mundial da distância, chegou em segundo com 2h18min56s.
No masculino, o etíope Hailemaryam Kiros venceu com 2h06min06s, também recorde do percurso, e conquistou a primeira vitória dele no circuito das majors. O compatriota Addisu Gobena ficou a apenas 10 segundos, em segundo lugar.
O nome que puxou a atenção do público foi o de Eliud Kipchoge, bicampeão olímpico da maratona, que participou da prova e terminou em nono, com 2h08min31s.
Somados aos números de público, mais de 200 mil pessoas nas ruas, e ao valor arrecadado para instituições beneficentes, a estreia consolidou a prova no calendário internacional.
Quais são as sete majors hoje
O circuito atual reúne, em ordem de calendário ao longo do ano:
- Maratona de Tóquio, no Japão, em março, a única do circuito na Ásia
- Maratona de Boston, nos Estados Unidos, em abril, a mais antiga do grupo e a única com exigência de tempo mínimo para a maioria das vagas
- Maratona de Londres, no Reino Unido, em abril, campeã absoluta em arrecadação para causas beneficentes
- Maratona de Sydney, na Austrália, em agosto, a mais nova e a mais acidentada
- Maratona de Berlim, na Alemanha, em setembro, a mais plana e palco histórico de recordes mundiais
- Maratona de Chicago, nos Estados Unidos, em outubro, também conhecida pelo percurso rápido
- Maratona de Nova York, nos Estados Unidos, em novembro, a maior em número de participantes
Se você quer se aprofundar em duas delas, o Arena já publicou guias específicos sobre a Maratona de Boston e a Maratona de Londres .
A medalha das seis estrelas e o que muda com sete provas
Quem completa as provas do circuito recebe a Six Star Medal, um dos troféus mais perseguidos do esporte amador. A dúvida que apareceu assim que Sydney foi anunciada é natural: quem já tinha as seis perdeu alguma coisa?
Não. A medalha original continua válida, e a organização criou um reconhecimento adicional para quem completa todas as provas do circuito ampliado. Na prática, o corredor que já era Six Star ganhou um novo objetivo em vez de perder o antigo.
O ponto de atenção é outro. Com uma prova a mais, a conta de tempo, deslocamento e planejamento aumenta, e a exigência de treino específico também, porque Sydney é bem mais dura do que a média em altimetria. Não é uma prova para deixar por último apenas porque é a mais recente.
Como conseguir uma vaga
O acesso à Maratona de Sydney segue o modelo das outras majors e acontece por caminhos diferentes.
O principal é o sorteio, aberto em uma janela definida pela organização e com resultado divulgado semanas depois. Existem ainda vagas por tempo qualificatório, destinadas a corredores que comprovam marca dentro dos parâmetros da prova, vagas ligadas a instituições beneficentes, em que o corredor assume uma meta de arrecadação, e pacotes com operadoras de viagem credenciadas, que combinam inscrição garantida, hospedagem e apoio local.
Cada modalidade tem custo, prazo e regra própria, e as datas mudam de ano para ano. Antes de planejar a viagem, confirme as informações no site oficial da prova, porque calendário de sorteio e critérios de tempo são revisados a cada edição.
Preparação e equipamento para uma maratona
Correr 42 km exige um ciclo de preparação que costuma levar de 16 a 20 semanas, com aumento gradual de volume, um longão semanal que cresce até a faixa dos 30 a 35 km, treinos de ritmo e um período de redução de carga nas semanas finais.
No caso de Sydney, some a isso o treino em subida, que precisa entrar na rotina desde cedo e não apenas nas últimas semanas.
Do lado do equipamento, três escolhas fazem diferença real ao longo de quatro horas de prova. O tênis é a primeira: modelos de maratona costumam combinar amortecimento generoso com retorno de energia, e o Arena reuniu as recomendações no guia dos melhores tênis para cada maratona , além do ranking geral de top 5 tênis de corrida . Vale olhar as vitrines de tênis de corrida da adidas , tênis Nike de corrida , tênis de corrida da Olympikus , linha Hoka e linha On .
A meia é a segunda, e é o item mais subestimado em prova longa: costura mal posicionada em 42 km vira bolha garantida. As opções específicas estão em meias de corrida e em meias de corrida femininas .
Os acessórios fecham a lista. Boné e óculos protegem do sol nas horas finais, e a pochete resolve a logística de gel, chip e celular. As categorias são bonés de corrida , óculos de corrida masculinos , óculos de corrida femininos e pochete para corrida . Para controlar o ritmo do começo ao fim, um relógio esportivo é o que evita o erro mais comum de estreante, que é sair rápido demais.
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Perguntas frequentes
A Maratona de Sydney 2026 acontece no domingo, 30 de agosto de 2026, na cidade de Sydney, na Austrália. A prova de 5 km do mesmo fim de semana, chamada Mini Marathon, é disputada no sábado, 29 de agosto.
Sim. Sydney foi anunciada em novembro de 2024 como a sétima prova do circuito Abbott World Marathon Majors, e a edição de 2025 foi a primeira disputada já com esse status. Ela se junta a Tóquio, Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York.
A prova principal tem a distância oficial de maratona, que é 42,195 km. O mesmo fim de semana oferece ainda uma prova de 10 km com percurso certificado e um evento de 5 km disputado no sábado.
A largada é em North Sydney, o percurso atravessa a Sydney Harbour Bridge, passa pelo centro e pela orla da baía e termina em frente à Sydney Opera House. É o trajeto mais acidentado entre as sete majors, com cerca de 300 metros de subida acumulada e um trecho exigente na Oxford Street.
No feminino, a holandesa Sifan Hassan venceu com recorde do percurso, 2h18min22s. No masculino, o etíope Hailemaryam Kiros venceu, também com recorde, em 2h06min06s. Eliud Kipchoge participou da prova e terminou em nono lugar, com 2h08min31s.
No feminino, a holandesa Sifan Hassan venceu com recorde do percurso, 2h18min22s. No masculino, o etíope Hailemaryam Kiros venceu, também com recorde, em 2h06min06s. Eliud Kipchoge participou da prova e terminou em nono lugar, com 2h08min31s.
O caminho principal é o sorteio, aberto em janela definida pela organização a cada edição. Existem também vagas por tempo qualificatório, vagas ligadas a instituições beneficentes e pacotes com operadoras de viagem credenciadas. As datas e os critérios mudam de ano para ano e devem ser confirmados no site oficial da prova.
Para 42 km, o padrão é um modelo com bom amortecimento e retorno de energia, já rodado em treinos longos e nunca estreado no dia da prova. A Centauro reúne opções de maratona das principais marcas no site e no app, com filtros por marca, gênero e tipo de pisada.
