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Vela e a tradição de medalhas

Foto: Confederação Brasileira de Vela e Motor / Divulgação

Conhecida como iatismo, a vela era, até o último sábado, o esporte que mais havia garantido medalhas olímpicas para o Brasil ao longo da história. Perdeu o posto – mas não a importância – para o judô, que, com o bronze de Felipe Kitadai e o ouro de Sarah Menezes, atingiu a marca de 17 medalhas em Olimpíadas. A vela tem um pódio a menos e contabiliza 16 conquistas olímpicas (seis de ouro, três de prata e sete de bronze). Os representantes do País com mais vitórias são Torben Grael, com cinco medalhas (duas de ouro) na classe Star, e Robert Scheidt, com quatro medalhas (duas de ouros) na classe Laser.

Nesta Olimpíada de Londres, a expectativa fica justamente por conta de Scheidt, que junto com Bruno Prada, já garantiu o bronze e se classificou para a final na classe Star, que ocorre amanhã. Essa é a última chance de garantir uma medalha na Star, pois a classe está fora do programa olímpico para os Jogos do Rio, em 2016. Já na classe RS:X, o veterano de três edições da Olimpíada, Ricardo Winicki, conhecido como Bimba, sonha com a sua primeira medalha. Na classe Laser, a esperança de pódio também com Bruno Fontes. Já Fernanda Oliveira quer surpreender na 470 Feminina. Medalhista de bronze em Pequim com Isabel Swan, a gaúcha agora compete com Ana Barbachan e quer mais um pódio.

Numa competição de vela, os competidores disputam diversas regatas e em cada uma delas o primeiro barco a cruzar a linha de chegada perde um ponto, o segundo, dois, e por aí vai. A disputa segue até que os 10 barcos com menos pontos perdidos se classificam para a Medal Race (regata da medalha). Nesta, a pontuação é dobrada (o primeiro perde dois pontos, o segundo, quatro, e assim por diante). Quem somar menos pontos no total das regatas fica com o ouro. A única exceção em Londres é na classe Elliott 6m. Nela, a disputa é em forma de Match Racing, em que os barcos competem em confrontos de um contra outro. Quem tiver mais vitórias avança de fase.

Origem – Como esporte, a vela surgiu no século 17, na Holanda. E, levada para a Inglaterra pelo rei Charles II, ela logo se difundiu mundialmente. Esta modalidade, movida unicamente às custas do vento, estreou na Olimpíada em 1900, nos Jogos de Paris. Normalmente praticado no mar, a vela possui diferentes tipos de embarcações, cada uma delas separadas por classes, que somam mais de 200. Nas Olimpíadas de Londres, as modalidades definidas foram: 470 (masculino e feminino), 49er (masculino), Match Race- Elliot 6m (feminino), Finn (masculino), Laser Standard (masculino), Laser Radial (feminino), Neil PrydeRS:X (masculino e feminino) e Star (masculino).

(Com informações da Agência Estado)

 

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