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Uma data, muitas comemorações


Solidariedade, amor ao próximo e paz de espírito. Aqui ou do outro lado do mundo, a mensagem de Natal é sempre a mesma. Porém, o modo de comemorar esta data tão especial em alguns países pode ser bem excêntrica para nossos padrões. Cada qual a seus costumes e cultura, aguarda ansiosamente a chegada deste momento, cheio de vida e de luz.

Na Itália, por exemplo, a velha Befana distribui doces para as boas crianças e carvão para as que não se comportaram bem durante o ano. Segundo a lenda, a idosa, que teria negado abrigo aos Reis Magos em visita ao menino Jesus, seria uma concorrente de Papai Noel. Sua visita ao pequenos italianos acontece dias depois do Natal, em janeiro.

Os franceses mantém um hábito altruísta em relação às festas natalinas. Na noite tão esperada, é comum que pessoas do país visitem desafetos para fazer as pazes. A ceia de Natal é uma oportunidade para renovar laços afetivos e espantar maus sentimentos.

Na Áustra Papai Noel não existe. E não há outro velhinho que distribua presentes de porta em porta. Ao contrário. O Krampus, figura folclórica da região, sai às ruas do dia cinco de dezembro para castigar os que não agiram bem durante o ano.

Enquanto isso, na Holanda a tradição é outra. Pessoas pintam os rostos de preto, os lábios de vermelho e usam perucas escuras para simbolizar o Zwarte Piet. Para os holandeses, a figura de pele negra era um ajudante de Papai Noel.

Não menos excêntrico o costume do povo na Espanha, mais precisamente na Catalunha, cobre de cima a baixo um tronco com doces. No dia 25 de dezembro, bate-se na madeira até esmagar as guloseimas. O evento é conhecido como Caga Tió.

No País de Gales, uma tradição do período, surgida antes mesmo do cristianismo, continua firme e forte. O costume no inverno, já nos últimos dias do ano, é pagão. Na festa da Mari Lwyd, que tem como símbolo um boneco com cabeça do esqueleto de uma égua, pessoas entram em bares e casas locais para celebrar.

Em um dos primeiros locais a se montar a tradicional árvore de Natal, a Letônia, Papai Noel passa do expediente. Segundo registros históricos, a capital do país, Riva, foi pioneira na montagem da árvore natalina em 1510. E desde que a lenda do bom velhinho foi criada, ele recebeu a tarefa de entregar presentes durante 12 dias consecutivos no lugar.

Quanto à lareira quentinha nas noites de Natal, nos Estados Unidos não é bem assim. Como nem todas as casas tem um espaço para acender o fogo, uma emissora de televisão solucionou o problema. Transmitir a imagem de um fogareiro durante 24h para criar o ambiente desejado. O serviço já é oferecido há 40 anos.

Já a decoração dos chineses é composta por lanterninhas de papel, flores e árvores natalinas em casa. Papai Noel é carinhosamente chamado de Dun Lhe dao Ren.

Na Índia não tem pinheiros, nem lareiras. A população local enfeita suas casas com lamparinas de argila, folhas de bananeiras e plantas nativas como mangueiras, por exemplo.

E em Israel, a tradição é estar em família. Ouve-se histórias sobre o nascimento e a vida de Jesus junto a parentes e outros cristãos. Depois da cerimônia, todos queimam espinhos, seguindo a crença e simbologia local.

Em todo o mundo, as pessoas encontram formas diferentes de se expressar, celebrar datas especiais e estar próximas de seus entes queridos. Escolha os caminhos que te fazem feliz e mantenha seu coração em paz.

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