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Concurso Dia da Mulher – Vencedoras

Conheça as histórias das vencedoras do Concurso Dia da Mulher e veja como o esporte pode mudar positivamente a vida das pessoas. Pratique você também!

Ana Paula Dantas de Miranda

Quando pequena, eu era muito ativa. Fazia natação, basquete, dança, mas, depois de adulta, mandei o esporte seguir seu rumo e, com 15 kg a mais, o único esporte que eu fazia era o de contorcionista – já que era uma luta entrar na roupa. Estava infeliz e sem disposição, até que decidi mudar. Comecei a caminhar um pouquinho a cada dia. Colocava uma roupa leve, um par de tênis e tinha um mp3 para acompanhar meus novos passos. Com o tempo, fui diversificando, aboli o elevador e, até no trabalho, subia e descia escadas. Na praia, optei por um esporte ousado: escalava dunas. Em dois meses, eram visíveis as mudanças: estava mais magra, mais disposta, e mais apaixonada por exercícios. Havia adotado o esporte como um filho pródigo: aquele que um dia fez as malas e saiu de casa, mas, quando voltou, foi muito bem recebido. Hoje caminho a passos largos para mais um desafio: a corrida. Se vou conseguir? Claro, o esporte me ensinou que o primeiro passo é correr atrás. E isso eu vou fazer, literalmente.

Keila Moraes 

Obesa, fumante, asmática, sedentária e publicitária. Um perfil nem tão fora do comum, visto diversas vezes na nossa sociedade. Não me incomodava ser assim. Tinha uma rotina de muito trabalho, muitos bares e festas, regada a álcool e quitutes dos melhores. Não dá pra reclamar, né? Até que o corpo começou a dar sinais de que nem tudo estava tão bom assim. Sozinha em São Paulo, fui parar no hospital. Era evidente que o meu “lifestyle” não permitiria que continuasse dessa maneira por mais tempo. Exames, antibióticos, anti-inflamatórios e uma promessa de vida mais saudável. Eu tinha certeza que não conseguiria levar a sério por mais de duas semanas, e olhe lá! Comecei caminhando, trotando, trocando os bares pela Avenida Paulista e pelo Ibirapuera. Logo, as minhas noitadas se transformaram em treinos e noites de sono. Veio a minha primeira prova de 5 km, de 10 km, o incentivo da família, dos amigos, a mudança de numeração no vestuário. Continuo publicitária, mas hoje, sou ex-fumante, triatleta e magra. E os meus amigos? Eles também treinam.

Karina Ribeiro de Souza

Meu nome é Karina, tenho 28 anos e se eu fosse contar na íntegra o quanto o esporte mudou e vem mudando a minha vida, poderia escrever um livro. Porém, vou resumir aqui como o esporte fez toda a diferença e trouxe muitas mudanças. Sou judoca desde meus 10 anos de idade e sempre fui destaque nesse esporte, participando de muitos torneios e campeonatos, e trazendo medalhas pra minha cidade. Era tudo perfeito até meus 18 anos, época em que já era faixa preta de judô, roxa de jiu-jitsu e tinha mais medalhas do que conseguia guardar. Dava aulas de judô em um projeto social da prefeitura de minha cidade. Mas dizem que Deus escreve certo por linhas tortas e, no dia 26/01/2001, voltando pra casa de moto, sofri um acidente que me custou onze meses em uma cama. Minha vida estacionou e foram vários os momentos em que me desesperei, achando que tudo tinha acabado. Por indicação médica, comecei a fazer hidroterapia e descobri uma nova atividade física que me dava muito prazer e me possibilitava ter meus movimentos de volta. Depois de um ano, já quase recuperada, descobri a natação e ai ninguém me segurou mais. Superei, dia a dia, os desafios e reaprendi a fazer coisas simples que não damos valor, como caminhar ou virar o quadril – eram superações diárias. Agora, já se passaram onze anos e estou completamente recuperada – para a surpresa de quem me viu naquela época. E não pensem que parei com o judô e o jiu-jitsu. Faço jiu-jitsu e natação três vezes na semana e, de vez enquanto, vou à academia para fazer uma aulinha de judô e me divertir com os velhos amigos. Aprendi a dar valor a esses momentos que são únicos e não têm preço. Toda essa mudança de vida só foi possível através do esporte que me ensinou a ter disciplina, auto-controle, força de superação e persistência pra não desistir nos primeiros obstáculos, e sim, superá-los diariamente.

Um comentário para Concurso Dia da Mulher – Vencedoras
  1. Alita Barata disse:

    Parabéns as vencedoras, lindas histórias. Ao Blog Centauro fica a dica da próxima vez se atente ao próprio regulamento para não cometer injustiça.

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