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Dia de Los Muertos

Neste domingo (30), Guadalajara será palco da cerimônia de encerramento dos Jogos Pan-Americanos 2011, com apresentações de artistas famosos como Ricky Martin, Diego Torres e a banda de reggae The Wailers. A sede encerra o campeonato esportivo em festa, e logo na sequência, dá início a uma de suas comemorações mais tradicionais: o Dia dos mortos. Uma celebração que, apesar do nome, não tem nada de mórbida ou triste, e é muito festiva, alegre e colorida.

O Dia de Los Muertos, no idioma local, é o feriado mais importante do México, no qual, segundo a tradição mexicana, os mortos têm permissão de visitar parentes e amigos vivos. As pessoas ornam as suas casas com flores, velas e incensos para recebê-los e preparam altares com as comidas e bebidas preferidas dos falecidos. Além de espalharem as famosas caveiras catrinas por todos os cantos e se fantasiarem de morte. Pode soar estranho para muita gente, mas é uma bela demonstração da espiritualidade mexicana.

Dependendo da região do país, as homenagens aos que já se foram podem durar até quatro dias. Apesar das cidades serem enfeitadas durante todo o mês de outubro, os municípios mais populosos só comemoram o Dia dos Mortos nos dias 1 e 2 de novembro, dias de regresso das crianças e dos adultos, respectivamente. Mas, segundo algumas variações, ainda há o dia 30, de regresso dos suicidas e 31, da volta dos que morreram por acidente.

Essa celebração não se faz somente para os mortos, mas para os vivos também. Famílias que vivem em cidades distintas e estão separadas pela distância se reúnem para festejar a volta de seus mortos. Alguns, além de preparar as ceias em suas casas, montam banquetes na rua ou no cemitério. Em algumas regiões mexicanas, ainda há um ritual de pétalas, feito por um dos familiares para guiar o morto até as oferendas.

Ao final, normalmente no dia 2 de novembro, quando os mortos partem, há muita oração e, em alguns casos, uma procissão para levar o morto de volta ao cemitério. Dos banquetes, tudo é partilhado entre parentes, amigos e vizinhos. E então, cada um volta para o seu lugar e espera pelo ano seguinte, quando poderão se encontrar e compartilhar momentos novamente. Vale a pena conferir essa maneira tão bonita de os mexicanos encararem a morte, que além de separar pessoas, pode também unir.

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